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Seus direitos em saúde, explicados

Artigos e orientações da Dra. Luciana Birrer sobre como garantir tratamentos negados por planos de saúde e SUS.

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Levantamento do FGTS para pais de autistas sem demissão

Pais de Autistas Podem Sacar o FGTS Sem Ser Demitidos — e Quem Tem Muito Tempo de Empresa Pode Receber Valores Altos

Responsáveis por pessoas com TEA têm direito ao saque de todo o saldo do FGTS por doença grave — sem precisar pedir demissão nem ser demitido. Quem acumulou anos de carteira assinada pode ter uma quantia significativa esperando por esse direito.

Existe um saque do FGTS que a maioria dos pais de autistas não conhece

A lei brasileira permite o saque do saldo integral do FGTS em casos de doença grave — e o autismo (TEA) é reconhecido judicialmente como uma dessas condições. O que poucos sabem é que esse direito existe mesmo sem demissão: o trabalhador continua empregado, continua recebendo normalmente, e ainda assim pode sacar todo o fundo de garantia acumulado.

Para quem tem 10, 15 ou 20 anos de empresa, esse saldo pode representar dezenas de milhares de reais — dinheiro que já é seu, parado numa conta, e que pode ser usado agora para custear terapias, medicamentos e tratamentos do seu filho.

Qual é a base legal desse direito?

A Lei nº 8.036/1990 (Lei do FGTS), no artigo 20, inciso XI, autoriza o saque do fundo quando o trabalhador ou seu dependente é portador de doença grave reconhecida pelo Ministério da Saúde. A jurisprudência brasileira — incluindo decisões do TRF, TJ e STJ — vem reconhecendo o TEA como condição que justifica esse saque, especialmente quando há laudo médico que comprova a necessidade de tratamentos contínuos e onerosos.

A Caixa Econômica Federal muitas vezes nega o pedido administrativamente por não encontrar o TEA na lista oficial de doenças. Nesses casos, a via judicial é o caminho mais eficaz — e as decisões favoráveis têm sido constantes nos tribunais brasileiros.

Por que quem tem muito tempo de empresa precisa saber disso agora

O FGTS é depositado todo mês pelo empregador: 8% do salário bruto. Quem está há anos no mesmo emprego acumulou um saldo expressivo — e muitas vezes nem imagina o valor exato que tem disponível.

  • 10 anos com salário de R$ 3.000 → cerca de R$ 28.800 acumulados
  • 15 anos com salário de R$ 4.000 → cerca de R$ 57.600 acumulados
  • 20 anos com salário de R$ 5.000 → cerca de R$ 96.000 acumulados

Esses valores ficam rendendo na conta vinculada da Caixa. E o melhor: ao sacar por doença grave, o depósito mensal continua normalmente — o empregador não para de depositar. Você saca o que tem hoje e o fundo continua crescendo.

Sem demissão. Sem perder o emprego. Sem abrir mão de nada.

Esse é o ponto mais importante e o mais mal compreendido: você não precisa se demitir nem ser demitido para ter acesso a esse benefício. O saque por doença grave é uma hipótese completamente independente do vínculo empregatício. Seu contrato de trabalho continua intacto, seus benefícios também — e o FGTS continua sendo depositado normalmente após o saque.

Quem pode solicitar?

  • Pais e mães de pessoa com TEA com laudo médico
  • Tutores e responsáveis legais devidamente documentados
  • Trabalhadores com carteira assinada, ativa ou com saldo acumulado
  • Servidores públicos com FGTS optante

Documentos necessários

  1. Laudo médico atualizado com diagnóstico de TEA (CID F84.0 ou equivalente), emitido por neurologista ou psiquiatra
  2. RG e CPF do trabalhador e da pessoa com autismo
  3. Carteira de trabalho ou número do PIS/PASEP
  4. Documentos que comprovem o vínculo (certidão de nascimento, termo de guarda ou tutela)
  5. Extrato do FGTS — disponível no app FGTS ou em qualquer agência da Caixa

A Caixa negou? A Justiça resolve

A negativa administrativa da Caixa é comum, mas não é o fim do caminho. Com o laudo e a negativa formal em mãos, é possível ingressar com uma ação judicial. Os tribunais brasileiros têm concedido liminares para liberação do FGTS em casos de TEA, reconhecendo que a negativa da Caixa é abusiva diante da comprovação médica da necessidade.

O processo judicial, nesses casos, costuma ser rápido e com alta taxa de êxito — especialmente quando o laudo médico é detalhado e demonstra a necessidade de tratamentos de alto custo.

Quer saber quanto você tem de FGTS e se tem direito ao saque? Fale com nossa equipe.

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Isenção IPVA para pessoas com autismo TEA

Isenção do IPVA para Autistas e Familiares | Como Solicitar e Garantir o Direito

Famílias de pessoas com autismo (TEA) têm direito à isenção do IPVA. Saiba quem pode solicitar, como pedir o benefício e recuperar valores já pagos nos últimos 5 anos.

Você sabia que pessoas com autismo têm direito à isenção do IPVA?

Conviver com o Transtorno do Espectro Autista (TEA) é um desafio que vai além do cuidado diário. São terapias, deslocamentos constantes, gastos com saúde e adaptações na rotina — e tudo isso tem um custo alto. O que muita gente ainda não sabe é que existe um benefício importante para aliviar parte dessa carga financeira: a isenção do IPVA.

Esse direito é uma forma de o Estado reconhecer que famílias que convivem com o autismo enfrentam despesas contínuas. A isenção ajuda a reduzir os custos com o veículo utilizado no transporte da pessoa com TEA, garantindo mais autonomia e qualidade de vida.

Quem tem direito à isenção do IPVA?

O direito à isenção do IPVA é garantido a:

  • Pessoas com diagnóstico de autismo (TEA) comprovado por laudo médico
  • Pais, responsáveis legais ou tutores que possuam veículo usado exclusivamente para transporte da pessoa com TEA
  • Veículos adaptados ou não, desde que utilizados para o deslocamento do autista

As regras variam conforme o estado, mas em todos eles o objetivo é garantir mais inclusão e acessibilidade. Em São Paulo, o benefício está previsto na Lei nº 13.296/2008 e no Decreto nº 59.953/2013.

Documentos necessários para pedir a isenção

  • Laudo médico com diagnóstico de TEA (CID F84.0 ou equivalente)
  • RG e CPF da pessoa com autismo e do responsável legal
  • Comprovante de residência atualizado
  • Documento do veículo (CRLV) e CNH do condutor
  • Declaração de que o veículo é usado exclusivamente para o transporte da pessoa com TEA

Como solicitar a isenção do IPVA

O pedido deve ser feito junto à Secretaria da Fazenda do estado onde o veículo está registrado — e em muitos casos pode ser feito de forma totalmente online.

É comum que o processo cause dúvidas ou seja negado por detalhes simples, como um documento incompleto. Se houver recusa, é possível recorrer administrativamente ou entrar com ação judicial para garantir o direito e pedir a devolução do IPVA pago nos últimos cinco anos.

Posso pedir restituição do IPVA já pago?

Sim. Se a pessoa com autismo ou seu responsável pagou o IPVA sem saber que tinha direito à isenção, é possível solicitar a restituição dos valores pagos indevidamente nos últimos cinco anos. A devolução pode ser feita diretamente pelo órgão estadual ou por meio de uma ação judicial.

Por que esse direito é tão importante?

A isenção do IPVA é mais do que um benefício financeiro. Ela representa reconhecimento, dignidade e inclusão para pessoas com autismo e suas famílias. Cada economia faz diferença em uma rotina já marcada por despesas com terapias, consultas e deslocamentos frequentes.

Precisa solicitar a isenção ou teve o pedido negado? Fale com nossa equipe.

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Ação judicial para medicamentos de alto custo

Ação Judicial para Fornecimento de Medicamentos de Alto Custo

Quando o SUS ou o plano de saúde negam medicamentos caros e essenciais, a Justiça é um caminho rápido e eficaz. Saiba como funciona esse processo.

Quando o sistema nega o que é direito

Medicamentos de alto custo são frequentemente negados por planos de saúde e pelo SUS com justificativas burocráticas — "não está no rol", "não está no RENAME", "não foi aprovado para essa indicação". Mas a Justiça brasileira tem reconhecido sistematicamente o direito dos pacientes a esses medicamentos quando há prescrição médica e comprovação de necessidade.

Em muitos casos, a liminar é concedida em 24 a 72 horas, garantindo que o tratamento comece imediatamente enquanto o processo corre.

Quais medicamentos podem ser exigidos judicialmente?

  • Medicamentos oncológicos (quimioterapia oral, imunoterapia, terapia-alvo)
  • Medicamentos para doenças raras e crônicas
  • Medicamentos importados com indicação médica fundamentada
  • Medicamentos fora do rol da ANS, mas prescritos por especialista
  • Canabidiol (CBD) com prescrição e autorização ANVISA
  • Medicamentos de alto custo para autismo, Parkinson, esclerose múltipla

O que você precisa para entrar com a ação

  1. Relatório médico detalhado — justificando a necessidade do medicamento e por que outros tratamentos não funcionaram
  2. Receita médica — com dosagem, posologia e tempo de tratamento
  3. Negativa formal — do plano de saúde ou da farmácia do SUS (por escrito ou e-mail)
  4. Orçamento do medicamento — demonstrando o custo e a inviabilidade financeira
  5. Documentos pessoais — RG, CPF e comprovante de residência

Quanto tempo leva?

Em casos urgentes, a liminar pode ser concedida em 24 a 72 horas após o ingresso da ação. O juiz reconhece a urgência médica e prioriza o direito à vida. O processo em si pode durar meses, mas o tratamento começa imediatamente com a liminar.

Plano de saúde ou SUS: quem devo acionar?

Se você tem plano de saúde, a ação é contra a operadora. Se é beneficiário do SUS, a ação é contra o Estado ou município. Em alguns casos, é possível acionar ambos simultaneamente para aumentar as chances de fornecimento rápido.

Seu medicamento foi negado? Podemos garantir o fornecimento pela Justiça.

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Como obter canabidiol CBD pelo SUS e plano de saúde

Como Garantir Acesso ao Canabidiol (CBD) pelo SUS e Planos de Saúde

Saiba como obter o medicamento à base de canabidiol pelo SUS ou plano de saúde. Veja quando é indicado, quais documentos são necessários e como a Justiça pode garantir o seu tratamento rapidamente.

Se você precisa de CBD e está enfrentando negativas, existem caminhos legais

O canabidiol (CBD) tem transformado a vida de pacientes que não tiveram bons resultados com medicamentos tradicionais. No entanto, o alto custo e a burocracia ainda são obstáculos frequentes.

Os planos de saúde frequentemente negam o fornecimento sob o argumento de que o CBD "não consta no rol da ANS". Essa justificativa, porém, é abusiva e ilegal. A Justiça tem reconhecido que o rol da ANS é apenas exemplificativo e não pode limitar o acesso a tratamentos prescritos por médicos.

Em que situações o Canabidiol é indicado?

  • Epilepsia refratária — especialmente em crianças, reduzindo a frequência e intensidade das crises
  • Transtorno do espectro autista (TEA) — melhora no comportamento, ansiedade e interação social
  • Doenças neurodegenerativas — Parkinson, Alzheimer e esclerose múltipla
  • Dor crônica — fibromialgia, artrite ou dores neuropáticas
  • Ansiedade e depressão — auxilia no equilíbrio do sistema nervoso
  • Pacientes com câncer — reduz dores, náuseas e efeitos da quimioterapia

É possível obter CBD pelo SUS ou plano de saúde?

O SUS fornece o canabidiol em situações específicas, geralmente mediante laudo médico detalhado e, na maioria das vezes, por decisão judicial. É possível conseguir o medicamento gratuitamente, desde que haja comprovação médica da necessidade.

Se houver prescrição médica, laudo justificando a necessidade e recusa do SUS ou do plano, é plenamente possível recorrer à Justiça para garantir o fornecimento do canabidiol.

Documentos necessários para ingressar com ação judicial

  1. Relatório médico detalhado — emitido por especialista, justificando o uso do CBD
  2. Receita médica — com dosagem e tempo de tratamento
  3. Comprovante de negativa do SUS ou do plano de saúde
  4. Orçamento do medicamento — demonstrando o alto custo
  5. Documentos pessoais — RG, CPF e comprovante de residência

Quanto tempo leva uma ação judicial?

Muitas decisões liminares são concedidas em poucos dias ou semanas. Os juízes costumam reconhecer a urgência médica dessas situações, priorizando o direito à saúde e à vida do paciente.

CBD negado pelo SUS ou plano? Fale com nossa equipe e garanta seu tratamento.

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Plano de saúde negou tratamento de autismo TEA

Tratamento de Autismo Negado? Entenda Seus Direitos

Se o plano de saúde negou terapias para autismo (TEA), saiba que a Justiça garante esse direito. Entenda as decisões do STJ e como agir com apoio jurídico especializado.

Por que há negativas de tratamento?

Muitos planos de saúde ainda recusam a cobertura de terapias para pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA). As operadoras costumam justificar a recusa afirmando que o procedimento não está previsto no contrato ou não consta no rol obrigatório da ANS. No entanto, essas justificativas não são válidas do ponto de vista jurídico quando há prescrição médica.

O que a Justiça vem decidindo

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) já decidiu que é abusiva a negativa de cobertura para terapias multidisciplinares indicadas por médico para o tratamento de pessoas com autismo.

Entre as terapias que costumam ser negadas, mas que podem ser exigidas judicialmente:

  • Fonoaudiologia
  • Terapia ocupacional
  • Psicoterapia (incluindo ABA — Análise do Comportamento Aplicada)
  • Musicoterapia
  • Fisioterapia
  • Outras terapias prescritas pelo médico responsável

O STJ também reconheceu que terapias como a musicoterapia devem ser incluídas na cobertura, desde que recomendadas por profissional de saúde — mesmo que não estejam listadas pela ANS.

Negar tratamento é prática abusiva

Negar tratamento para pessoas com TEA é uma prática ilegal e discriminatória. O direito à saúde é protegido pela Constituição Federal e pela Lei nº 12.764/2012 (Lei Berenice Piana), que assegura à pessoa autista o acesso a tratamento multiprofissional.

Como agir diante da negativa

Ao receber uma negativa, o primeiro passo é solicitar por escrito o motivo da recusa. Em seguida, procure um advogado especializado em Direito da Saúde. Com o relatório médico e a negativa formal, é possível ingressar com uma ação judicial e, em muitos casos, obter uma liminar que obriga o plano a custear o tratamento imediatamente.

Plano de saúde negou terapias para TEA? Podemos garantir o direito ao tratamento.

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